quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Governo reconhece a importância das ações da Pastoral da Juventude


O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, enviou uma carta aos participantes do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ), na qual reconhece a importância das ações desenvolvidas pela Pastoral da Juventude (PJ). De acordo com o ministro, “têm especial relevância as ações da PJ, em conjunto com outras pastorais, contra a violência de que são vítimas os jovens negros em nosso país”.
Em sua carta, o ministro destaca o trabalho da PJ realizado há três décadas, bem como a luta em favor da juventude brasileira. O ministro parabenizou a Pastoral da Juventude pela participação na articulação da 2ª Conferência Nacional de Juventude realizada em dezembro do ano passado, em Brasília.
“Envio os meus votos de que esse Encontro Nacional da PJ seja espaço profícuo, onde se fortaleçam as vossas convicções em defesa da vida da juventude e de um Brasil livre das injustiças e das misérias”, concluiu o ministro.
Marcha contra a violência
O 10º ENPJ teve início no último domingo, 8, em Maringá (PR), e conta com a presença de mais de 600 jovens representando as dioceses brasileiras. A programação segue até o dia 15 com palestras, trabalhos em grupo e celebrações. Hoje, 11, as assessorias são sobre os temas Concílio Vaticano II e Projeto de Revitalização da Pastoral Juvenil Latino Americana.
No sábado, 14, após a celebração de encerramento, os participantes do encontro farão uma marcha da Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. A concentração será a partir das 17:30h no estacionamento do estádio Willie Davis, no centro de Maringá.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CRUZ DA JMJ VISITARÁ DIOCESE DE SALGUEIRO EM 29 DE JANEIRO.


"a juventude estará cada vez mais no centro das atenções da Igreja no mundo"dom Lorenzo Baldisseri.
A Igreja está nos Chamando a atenção sobre a necessidade e responsabilidade para com a juventude, que deve está pautada toda a nossa ação evangelizadora.





Dentro das Atividades do Ano Vocacional diocesano, o Serviço de Animação Vocacional Missionário, estará trabalhando juntamento com o Setor Diocesano da Juventude, realizando Semanas Vocacionais Missionárias nas Paróquias de Nossa Diocese. Iremos confeccionar uma reprica da cruz da JMJ para visitar todas as paróquias nessas Semanas Missionárias motivando toda a juventude com atividades e acompanhamento dos grupos de Jovens.














No dia 29 de Janeiro de 2012 na Cidade de Ouricuri, ás 14 Horas, receberemos a cruz da Jornada Mundial da Juventude no Brasil. O objetivo é celebrar a passagem da Cruz na nossa diocese de Salgueiro e provocar o entusiasmo nos jovens e nas famílias de toda diocese para participar da próxima JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro, além do roteiro de peregrinação da Cruz que se dará no período de 2011 a 2013.

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz



O tema do 45º Dia Mundial da Paz, comemorado tradicionalmente no primeiro dia do ano, teve como tema "Educar os jovens para a justiça e a paz”. O texto do papa Bento XVI ressaltou o protagonismo dos jovens, destacou a educação como prioridade e deixou os jovens mais animados com a Jornada Mundial da Juventude que acontece no próximo ano, na cidade do Rio de Janeiro.
O Dia Mundial da Paz é uma numa tradição iniciada com o papa Paulo VI, que dizia: “A proposta de dedicar à paz o primeiro dia do novo ano não tinha a pretensão de ser qualificada como exclusivamente religiosa ou católica, mas, seria para desejar que ela encontrasse a adesão de todos os verdadeiros amigos da paz, como se tratasse de uma iniciativa própria".
O papa Bento XVI lembrou no texto de deste ano de 2012 que o jovem é um dos protagonistas da sociedade. Ele também afirmou que a sociedade está passando por uma grave crise cultural e antropológica, e que esta sociedade deve ouvir o que os jovens têm a dizer. “É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia. Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a mensagem para o 45º Dia Mundial da Paz de uma perspectiva educativa: ‘Educar os jovens para a justiça e a paz’, convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo”.
Nesta mesma mensagem, Bento XVI lembra a educação familiar como fundamental para a promoção da cultura da paz. “Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se veem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas”.
Por fim, o papa ressaltou que os jovens são um “dom precioso para a sociedade” e que a Igreja estará sempre ao lado deles. “Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz”.
Leia agora a mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2012:
Educar os jovens para a justiça e a paz
1. O início de um novo ano, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.
Com que atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor “mais do que a sentinela pela aurora” (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante.
É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia. Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: “Educar os jovens para a justiça e a paz”, convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.
A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, econômica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção de um futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade, mas um dever primário de toda a sociedade.
Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.
As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora atual, muitos são os aspetos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efetiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.
É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectiva abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver “coisas novas” (Is 42, 9; 48, 6).
Os responsáveis da educação
2. A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latina educere – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe. E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. “É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro”.[1] Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.
Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se veem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.
Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.
Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar ativamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.
Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Atuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idôneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência. Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos.
Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade atual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de fato, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.
Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.
Educar para a verdade e a liberdade
3. Santo Agostinho perguntava-se: “Quid enim fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade?”.[2] O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De fato, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: “Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?” (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o fato de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que “o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões”,[3] incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele econômico ou social, individual ou coletivo.
Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De fato, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e, sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. “Hoje um obstáculo particularmente insidioso à ação educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde cada pessoa está, de fato, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum”.[4]
Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado.[5] Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.
Assim o reto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.
Educar para a justiça
4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça. De fato, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.[6]
Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios econômicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora “a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e, sobretudo, por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo”.[7]
“Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.
Educar para a paz
5. “A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade”.[8] A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. “Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.
Levantar os olhos para Deus
6. Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: “Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio?” (Sal 121, 1).
A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: “Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro, o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor?”.[9] O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).
Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.
Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo. Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.
Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de “educar os jovens para a justiça e a paz”.

sábado, 10 de setembro de 2011

46ª Assembleia Pastoral do Regional Nordeste - 2


Terminou neste domingo, 4, no convento de Santo Antônio de Ipuarana, em Lagoa Seca, na Paraíba, a 46ª Assembleia Pastoral do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) O encontro contou com a participação do bispo emérito de Catanduva (SP) dom Celso Queirós, que aprofundou o tema “Na Tríplice Missão da Igreja: A Caridade”.

Por quatro dias, 150 participantes das 21 dioceses do Regional refletiram, sob a orientação de dom Celso, as formas de ampliar e melhorar as ações da Igreja Católica relativas à caridade e discutiram como colocar na prática essas propostas. “Cada jovem salvo é um mundo que recomeça. Assim como Jesus disse ‘Levanta-te e anda’, devemos dizer o mesmo e ajudar aos que de nós necessitam”, afirmou o bispo.

Foram apresentados no último dia o itinerário do Ritual de Iniciação Cristã (RICA), compromisso firmado durante a 45ª assembleia Regional. O encaminhamento das missões na Amazônia também foi apresentado, assim como o quadro das ações missionárias nas dioceses.

Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo de Floresta (PE), deu o encaminhamento e pistas para a próxima Assembleia, cujo tema escolhido foi Juventude, tendo em vista a próxima jornada Mundial da Juventude, que será no Rio de Janeiro, em 2013.

Mensagem

No fim do encontro foi divulgada uma mensagem final que exorta a Igreja a “pregar a Palavra; celebrar os Sacramentos na sagrada Liturgia e servir os filhos e filhas de Deus praticando a Caridade, fruto da Fé”. O texto convoca ainda a Igreja a ouvir os clamores da sociedade procurando ser um sinal da presença de Cristo na terra e se propõe a continuar o processo de evangelização por meio de várias iniciativas. “Santas Missões Populares e do processo de Iniciação Cristã com Adultos, cujo escopo é o compromisso cristão, bem como do fortalecimento do Setor das Pastorais Sociais do Regional e de ações desenvolvidas pela ‘Caritas’”.

Leia mensagem na íntegra, abaixo:

Mensagem da 46ª. Assembléia Pastoral Regional Nordeste 2

“O Amor de Cristo nos impele!” (2 Cor. 5,14)

A 46ª. Assembléia Pastoral Regional NE 2 (correspondendo às 21 Dioceses dos Estados do RN, PE, PB e AL), realizada de 1 a 4 de setembro de 2011, em Lagoa Seca (PB), aprofundou a temática “Na tríplice missão da igreja: a Caridade”. A Igreja é incumbida de pregar a Palavra; celebrar os Sacramentos na sagrada Liturgia e servir os filhos e filhas de Deus praticando a Caridade, fruto da Fé.

O lema de nossa Assembléia: “Vai e faze tu a mesma coisa” (Lc 10,37) nos remete à atitude fundamental de Jesus, enviado pelo Pai na força do Espírito para evangelizar os pobres (Lc 4, 16 s). A Caridade se identifica com a obra de salvação de Jesus Cristo, confiada à sua Igreja.

Ao longo de sua missão Jesus sempre se colocou ao lado dos marginalizados, dos pobres e dos pecadores. Hoje, o Senhor nos incumbe de fazer o mesmo, pois o Amor de Cristo nos impele para a atitude gratuita e generosa de ir ao encontro dos mais necessitados de sua compaixão misericordiosa.

Ouvindo os clamores que brotam de situações de marginalidade provocadas pela sociedade de consumo, sensibiliza-nos sobremodo, ver adolescentes e jovens induzidos ao uso de drogas, sem perspectivas de estudo, trabalho e de um futuro garantido; famílias desestruturadas; sistemas de educação e saúde pública precários, na expectativa de soluções estruturantes; entre outras, a implantação de escolas em regime integral e escolas profissionalizantes.

O senso de humanismo cristão nos mostra claramente que, para superar situações de exclusão, a saída passa pela capacitação para ocupação e renda, pela defesa e promoção de vida digna, do fortalecimento dos vínculos familiares e de medidas oportunas de inclusão com justiça social, superando estruturas perversas de uma sociedade que inverte a ordem dos valores, idolatrando a riqueza, o poder e o prazer, usando o ser humano como objeto descartável.

O elenco das situações de miséria moral e material é interminável. Como pode a Igreja dar respostas condizentes com a sua missão evangelizadora e pastoral, entendendo que cabe ao Estado e aos órgãos competentes o cumprimento dos seus deveres?

Parece-nos indispensável reconhecer a riqueza de iniciativas plurais tomadas pelas 21 Dioceses que compõem o Regional NE 2, dirigidas às variadas situações particulares e circunstâncias locais. É necessário, pois, articular as nossas ações, somando as nossas forças, não obstante nossas limitações.
Propomo-nos concretamente a dar continuidade à Ação Evangelizadora e Pastoral desempenhada no Regional NE2, através das Santas Missões Populares e do processo de Iniciação Cristã com Adultos, cujo escopo é o compromisso cristão, bem como do fortalecimento do Setor das Pastorais Sociais do Regional e de ações desenvolvidas pela “Caritas”.

É de fundamental importância a formação de lideranças cristãs dentro do processo de iniciação cristã, compreendendo o aprofundamento da Doutrina Social da Igreja, podendo tal empenho ser realizado nas Escolas de Fé e Política, viabilizadas nas Dioceses.
O mesmo vale para a formação permanente de lideranças cristãs e de conselheiros/as com assento nos Conselhos paritários (municipais e outros). Assim, cada diocese formule um cadastro de conselheiros/as representantes da Igreja.

Recomendamos por fim o empenho de nossas dioceses na preparação e realização da V Semana Social Brasileira, bem como no redesenho e animação de novas formas do “Grito dos excluídos”.

“O Amor de Cristo nos impele!” (2 Cor. 5,14)
Que o poder de seu Espírito, seja nossa força na fidelidade a nossa Missão!

Convento de Ipuarana, Lagoa Seca, 4 de setembro de 2011.

Fonte: Assessoria de Imprensa CNBB NE2

Secretário Estadual de Saúde visita o HMSM- Araripina


Após a visita a Ouricuri, o secretrário Antonio Figueira se deslocou para Araripina, onde em companhia de Raimundo Pimentel, visitou as dependências do Hospital e Maternidade Santa Maria.





No HMSM o secretáriu viu de perto as dificuldades, conversou com as irmãs, a diretora administrativa e vários médicos e prometeu levar os anseios ao governador Eduardo Campos. Antonio Figueira ficou assustado ao tomar conhecimentos dos vários acidentes de trânsito, principalmente com motos que acontecem diariamente no município.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dom Pedro Brito escreve mensagem para os religiosos do Brasil



.O arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Pedro Brito, escreveu uma mensagem a todos os religiosos e religiosas, por motivo do Dia do Religioso, comemorado no dia 21, e que se celebra sempre no terceiro domingo de agosto.

Segundo o texto de dom Pedro Brito, a Vida Consagrada é um caminho de especial seguimento de Cristo. “É um deixar tudo para estar com Cristo e colocar-se com Ele ao serviço de Deus e dos irmãos. É entrega total ao Senhor da vida, é acolhimento total de Cristo na própria vida e na vida da Igreja. O consagrado, a consagrada faz de Cristo o sentido total da própria vida; preocupa-se em reproduzir, na medida do possível, ‘aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo’ (LG 44)”.

Do Pedro ainda destaca que hoje a sociedade questiona a vida religiosa, principalmente através de duas perguntas: “Por que se consagrar? Para que se consagrar?”, e ele responde. “Só há uma resposta à primeira pergunta: é por amor a Jesus, aquele sobre o qual repousa o Espírito do Pai; E para a segunda resposta, para amar a Jesus e as pessoas a quem os consagrados são chamados a servir com humildade, característica de João Batista, o precursor que veio preparar os caminhos do Senhor”, afirmou.

“Aceitem, portanto, da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, o nosso abraço, cheio de ternura e amor. Que neste dia, do nascente ao poente, todos os raios do sol, todos os pingos de chuva, todas as luzes da lua e das estrelas, todas as vozes, todas as mãos, todas as flores dos jardins, irradiem, reguem, iluminem, proclamem, aplaudam, enfeitem e perfumem este dia, em homenagem a vocês”, finaliza dom Pedro Brito




Irmã Lucinha fala de sua Experiência no Serviço de Animação Vocacional


Minha dedicação no que se refere ao trabalho vocacional tem uma história muito antes de
ingressar na congregação, todavia, chegando a Salvador como formanda logo comecei a fazer parte da equipe paroquial e arquidiocesana; com a caminhada participei ativamente dos estudos preparatórios ao 1º Congresso nacional realizado em Itaicí Indaiatuba - SP nos dias de 1º a 05 de setembro de 1999 que teve como tema: “ Vocações e Ministérios para o Novo Milênio” e Lema: “ Coragem! Levanta-te Ele te chama” (Mc 10,49b). Tentando contribuir sempre mais na caminhada estive em comunhão estudando o texto base do 1º Congresso Latinoamericano, realizado também em Itaici Indaiatuba-SP com o Tema: A Pastoral Vocacional no Continente da Esperança , realizado em 1994 pois a nível de Congregação contribuir na equipe para a realização do 1º seminário cujo tema foi à luz deste congresso. Sentindo a necessidade de encontrar pistas e melhor poder contribuir neste serviço assessorei vários encontros de preparação ao 2º Congresso nacional e tive a graça de participar pela diocese de Petrolina-PE em Itaici Indiatuba SP com o tema: ” Igreja, povo de Deus a serviço da vida” e o Lema: “Ide também vós para a minha vinha” (Mt. 20,4). Retornando promovi vários encontros de repasse. Buscando sempre mais incentivo, motivação para não desanimar diante dos grandes desafios no que se refere a um trabalho em conjunto na perspectiva de contribuir na caminhada para que de fato nossa Igreja seja um dia “assembleia de vocacionados”. Acompanhei todo o estudo do texto base para o 3º Congresso nacional onde Deus concedeu-me a graça de fazer parte, pois, foi oferecida uma vaga a nível de CRB (Conferencia do Religiosos do Brasil) para o nosso regional. O mesmo realizou-se em Itaici Indaiatuba- SP nos dias 03 a 07 de setembro de 2010 com o Tema:” Discípulos Missionários a serviço das vocações” e o Lema: “ Ide, pois, fazer discípulos entre as nações” (Mt 28,19). Ouso afirmar ter sido um kairós - força revigoradora para a caminhada desta pastoral e porque não dizer do Serviço de Animação Vocacional. O entusiasmo para a busca de vastos e alargados horizontes nos fez sentir que ser verdadeiramente discípulos/as missionários/as, só na intimidade com o grande Mestre Jesus é que somos capazes de não perdermos a esperança na missão, pois, é Ele que nos chama e também nos envia. Aconteceu um grande mutirão por parte dos/as participantes, assessoria e equipes de organização nos estudos, partilhas em que experienciamos a ousadia, a liberdade de expressão, a coragem de que somos responsáveis em ajudar no processo formativo para sermos uma Igreja verdadeiramente de discípulos/as missionários/as. Porém convém ressaltar que ainda como Igreja temos muitas dificuldades de compreender a PV/SAV numa Pastoral de conjunto, pois, ainda é muito acentuado o trabalho vocacional apenas às vocações sacerdotais e religiosas, constatou-se que a participação muito expressiva de padres inibiu a ter uma boa representação e participação dos leigos/as; pouco se falou dos ministérios leigos e bem menos das vocações especificas levando assim a não acentuar pontos fundamentais para a formação de discípulos/as missionários/as. Para os mais atentos, ofuscou-se o que tão bem diz o concílio Vaticano II de que a Igreja é “ Igreja Povo de Deus”, como também o documento de Puebla que expressa “ uma Igreja toda ministerial”. Porém mesmo diante destas constatações posso afirmar que houve concretamente avanços bem como:
 Motivou-nos a olhar a realidade com mais atenção;
 Apresentou-se pistas com atenção especial aos jovens;
 O cuidado para que a cultura vocacional seja realidade em toda a Igreja;
 Levou-nos a refletir a termos uma visão ampla de que Deus fala e chama dentro de um contexto e sobretudo na realidade das juventudes e não só nos espaços da Igreja mais sim no contexto das drogas, no meio universitário, nas baladas etc.
 Precisamos nos aproximar dos jovens;
 Admitir quanto as crises de vocações de que são crise sim da experiência de Deus;
 Devemos dedicar nosso trabalho à vocação do ser humano estando ou não as pessoas integradas numa pastoral
 O/a animador/ra vocacional deve preocupar-se com questões estruturais como: recursos humanos, tempo, dinheiro e muita criatividade.
Como representação dos organismo a CRB teve uma boa participação e em reunião com o Padre Aléxis Rodrigues sacerdote da arquidiocese de San José, na Costa Rica- secretário –executivo do Departamento de Vocações e Ministérios, do Conselho Episcopal Latino-americano (Devym-Celam) membro da equipe organizadora do 2º Congresso Vocacional da América Latina e do Caribe agradecendo nossa participação e motivando-nos a ser uma presença presente com nossa contribuição e animação ofereceu mais vagas e porque nossa regional não possa dar esta contribuição? Coube a mim assumir este grande desafio. 2º Congresso Continental Latinoamericano das vocações realizado em Cartago, Costa Rica nos dias 31 de janeiro a 05 de fevereiro de 2011 reponsabilidade da Pontifícia Obra para as Vocações Conselho Episcopal Latinoamericano-CELAM e Conferencia Latinoamericana e Caribenha de Religiosos e Religiosas- CLAR. Teve com o Tema: Llamados a lanzar las redes para alcanzar vida plena en Cristo ( “Chamados a lançar as redes para alcançar a vida plena em Cristo” o Lema: “ Maestro, en tu Palabra acharé las redes” ( Lc 5,5) (“Mestre, pela tua palavra lançarei as redes”)
= Qual sua impressão quanto ao congresso?
Minha impressão é como se este congresso respondesse os desafios da Conferencia de Aparecida, especialmente em que se faz necessário destacar a ênfase missionária associada à perspectiva vocacional expressa no próprio tema valendo ressaltar qual a nossa compreensão que temos de missão onde não devemos esquecer do além fronteira é bem verdade as vezes geográficas como também além fronteira da cultura, das ideológicas, dentro das nossas próprias pastorais etc. De forma explícita trabalhou-se muito para fortalecer a cultura vocacional e esta deve ser a condição para que através do batismo possamos responder o chamado a seguir o Mestre tomando consciência da própria vocação que é vivida na comunidade e no mundo e é preciso que assumamos ter a necessidade da graça de Deus para assim termos a capacidade de superarmos os grandes desafios que perpassa toda a América Latina e Caribe.
= Quais as conclusões?
Oficialmente não temos ainda em virtude de que o documento final ainda não foi lançado( proposta para o dia mundial de orações pelas vocações)
Portanto, coloco aqui a nível de minha compreensão
 O cultivo de uma “cultura vocacional”( vocacionalizar todas as pastorais) como primeira condição para sermos de fato uma Igreja de discípulos missionários;
 A acentuada dedicação a lectio divina- meio eficaz para a sustentação da fé;
 Os frutos deste congresso não seja apenas para os que estão diretamente nesta pastoral, mas chegue também a um fortalecimento a pastoral de conjunto e aos que estão a margem da Igreja;
 Não abrir mão do uso de adequados meios tecnológico e sobretudo, o direcionamento do itinerário vocacional;
 Os /as animadores/as vocacionais sejam capacitados para um acompanhamento na área da espiritualidade como também da teologia das vocações.
=O que mais lhe impressionou?
impressionou:
 A recepção foi muito fraterna desde o acolhimento nas casas das famílias e a comissão organizadora. Tudo preparado com cuidado e carinho;
 A dimensão bíblica a luz do Sínodo da Palavra;
 O enfoque da dimensão da misionariedade;
 A participação na organização de: crianças, adolescentes, muitos jovens e idosos. Na realidade o congresso não foi realizado apenas nestes dias, nem também entre os 400 delegados, mas sim, bem antes como também toda a cidade de Cartago assim como a cidade de Três Rios onde a delegação brasileira ficou hospedada;
 As partilhas das diversas culturas nos grupos de trabalho e sobretudo a experiência de irmos as com unidades paroquiais para o momento catequético e de adoração;
 As celebrações Eucarísticas; as orações;
 Os momentos de partilha dos dons- riquezas culinárias dos países;
 O grupo do Brasil testemunho de união, alegria e um compromisso para um novo impulso deste serviço em terras brasileiras
=Que mensagem deixa para o mês vocacional?
Desejo fazer uso do que nos diz o documento de Aparecida que: “... A pastoral vocacional é responsabilidade de todo o povo de Deus, começando na família continuando na comunidade cristã..., plenamente integrada em ambiente de pastoral organizada, com frutos de uma solida pastoral de conjunto, nas famílias, na paroquia, nas escolas católicas e demais instituições eclesiais. É necessário intensificar diversas maneiras a oração pelas vocações, com o qual também se contribuir para criar maior sensibilidade e receptividade diante do chamado do Senhor... as vocações são dom de Deus...” ( DA 314).
Sendo “as vocações dom de Deus” precisamos estar abertos/as a acolher este Dom nas realidades do mundo hodierno, pois Deus não deu um “stop”, ele continua chamando, nós é que muitas vezes não compreendemos o seu chamado e desviamos o caminho.
Às famílias: dediquem seu tempo a encontrar inspiração à luz da Palavra de Deus e na intimidade com Jesus Cristo que os chama fortalecendo-se na força do Espírito Santo vivificador que os envia em missão. Peçam insistentemente a coragem para serem de fato testemunhas de união, aconchego, amor – doação para seus filhos, assim teremos crianças e jovens capazes de renunciar o que é mundano para viver seu chamado à vida com alegria e gratuidade.
À juventude: os/as jovens que se deixam fazer a experiência humana de uma vocação a vida com dignidade de ser gente, estes/as têm a liberdade de fazer suas opções sem se deixarem ser influenciados/as por coisas fúteis que o mundo oferece trocando o prazer e a realização momentânea por uma realização duradoura sendo testemunhas da grande alegria assim como os discípulos de Emaús “ ...não ardia o nosso coração quando Ele lhes falava das escrituras?...” arder o coração hoje é assumir que é necessário trabalhar o humano dentro do contexto das realidades que os cerca (droga, sexo desenfreado, etc) e nunca fugir delas assumindo num processo libertador também sendo testemunha para outros jovens de que vale apena viver pois, “ a vida é bonita é bonita é bonita.
Às crianças : ninhos acolhedor da graça de Deus que sendo guiadas pelo testemunho e encontrando verdadeiros referenciais poderão viver com intensa alegria sua sublime faze permeada de sonhos, na ludicidade e revelando seu direito de constituir adolescentes realizados e jovens imbuídos de fé e esperança por dias melhores e poderão cantar: “ fé na vida, fé no homem, fé no que virar... vamos lá pra ver o que será”.
=que mensagem deixaria para a VRC?
O chamado é a maior forma de expressão carinhosa de Deus, do seu amor para conosco foi e é ELE que nos chamar à alegria de Viver.
A vida Consagrada: A nossa felicidade com a consagração ao assumir os conselhos evangélicos é a expressão da realização de que devemos ser mulheres e homens altamente humanos assumir nossas fragilidades e nestas deixarmos o espaço para a graça de Deus que é gratuidade florescer em nós e espalhar-se a traves de nós. Isto é um exercitar cotidiano fruto de uma intimidade profunda da relação amorosa na ternura de Deus..., claro, mergulhados/as no chão da realidade pessoal, comunitária e de mundo - povo de Deus. Dando este testemunho de que somos felizes, realizados/as desejaremos ardentemente que outros/as participem desta graça que é o seguimento radical como discípulos/as e missionários/as seja qual for à acolhida do chamado de Deus na sua vida. Assim como muitos animadores vocacionais, nós Vida Religiosa também nos desencantamos! A Palavra de Deus “Mestre, pela tua palavra lançarei as redes” (Lc 5,5) muito foi o esmero, o esforço e insuficiente a pesca . Muitos métodos são insuficiente e inadequados, faltando iniciativas e criatividades, disposição, revigoramento e acreditar que somos movidos/as pela força de um amor maior. Muitas vezes acreditamos mais em nossas forças e recursos e não damos oportunidade para o Grande Mestre interpelar; dizer: “Lancem as redes novamente daquele lado”. Acreditamos de fato de que somos uma Igreja mistério de comunhão? Somos chamados/as a ser discípulos/as missionários/as de uma Igreja kerigmatica? Capaz de anunciar o kerigma em especial aos batizados reconhecendo que o Espírito os envia em missão? O SAV (Serviço de Animação Vocacional) e a Pastoral Vocacional tem a finalidade de sensibilizar, sobre a vocação batismal o compromisso do discípulo missionário e ajudar a despertar discernir a proposta de Deus para cada um/a. Devemos ter a coragem de sair dos nossos espaços ir as “praças” das juventudes ir aos “ tugúrios ”(realidades desafiadoras, jovens desfigurados chagados pela violência, vícios, esquecidos de todos, com fome, deixados à margem da vida pelos egoístas ) “ ...aí a Medianeira plenificada pelo amor a Cristo aproxima-se do Cristo indigente ...Como lâmpadas ardentes, suas palavras falam sobre a necessidade, a beleza da fé, da esperança e da caridade... como tão bem diz o nosso pai fundador Dom Antônio Campelo de Aragão.
= Sua mensagem final:
Pessoalmente sou muito agradecida a Deus pela belíssima oportunidade e confiança da nossa regional CRB BA/SE em acreditar em mim nesta missão, como também na minha congregação. Revigorada pela experiência do 3º Congresso nacional e na tentativa de ousar mais, sinto-me motivada a comprometer-me na caminhada e atenta aos ecos do 2º Congresso Latinoamericano buscar sempre mais uma vivência intima com o Senhor da Messe que nos envia para a missão como discípula missionária e através do meu carisma congregacional estar a serviço das vocações.
Ao mesmo tempo tenho dúvidas se este congresso a nível de nosso regional vá trazer grandes repercussões impactantes, pois o comprometimento é ainda muito tímido, temos que nos esforçarmos bastante para que nossa Igreja tenha uma “cultura vocacional” mais explícita e esta deve ser recíproca em todos os /as batizados/as.
Acredito muito na força transformadora do desejo de comunhão e participação na concretude de uma pastoral de conjunto e na consciência de que somos Igreja e que a experiência do discipulado seu destino é a missionariedade. Portanto, tenho esperança de que a novidade à luz do documento de Aparecida sob a proteção da nossa Mãe Maria a vocacionada do Pai revigore os/as animadores/as vocacionais no desejo primeiro de encontrar-se com o Senhor que nos chama e diz: Ide em missão e depois ser testemunhas após a experiênciar a confiança e dizer: “ Maestro, en tu Palabra acharé las redes” ( Lc 5,5) (“Mestre, pela tua palavra lançarei as redes”)
Quanto às Medianeiras da Paz é este o momento de fazer ecoar a voz do nosso querido pai fundador- D. Campelo. “VOCAÇÕES! VOCAÇÕES SAGRADA FOME E SEDE DE TODAS AS MEDIANEIRAS”. Que possamos criar entre nós uma “cultura vocacional” e possamos dar testemunho de que somos realizadas na vocação que Deus a nós confiou e felizes daremos nossa valiosa colaboração na construção do Reino sendo instrumento de despertar santa vocações ministeriais e especificas, sobretudo surgiram jovens que dirão “ Eu quero ser medianeira” Já imaginou inúmeras jovens dizendo que desejam ser discípulas missionárias com a cor da mediação seguindo Jesus Cristo Mediador? O que precisamos fazer para que isto se torne uma realidade? Porque não desamarrar nossas redes e em obediência ao Mestre mesmo que o desanimo chegue fazer acontecer (“Mestre, pela tua palavra lançarei as redes”) ( Lc 5,5)
Meu carinhoso abrigada de coração feliz também, pela oportunidade de compartilhar deste espaço.
GRAÇA E PAZ, Ir. Lucinha- MP

Na alegria de sentir-se discípula missionária a colher as mais diversas realidades do nosso continente através das velas símbolos dos sete dons esparramados visualizando assim o rosto de cada irmão/ã Latino-americano.